quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"trabalho todos os dias das 9 as 18h30 sempre com as emoções à flor da pele"
Sinto aquilo que mais ninguém sente.
Sinto a dor de ter perdido muito na vida, por coisas insignificantes que me levaram ao desespero, à lágrima escorrida entre faces rosadas.
Lembro-me das brincadeiras que julgava serem inofensivas, das palavras que dizia e pensava não serem grosseiras.
Aprendi que nem sempre podemos dizer aquilo que pensamos, porque cada vez que senti-mos algo não o podemos demonstrar.
Amar, amar, o que é isso?
Amar a família, os amigos, um idolo, um namorado, um idoso, uma criança...
São tudo maneiras de amar e ser amado, mas porquê tanta complicação em torno deste sentimento?
Se ao menos acreditasses em mim eu poderia perdir te desculpa e tu talvez me perdoasses.
Mas já nem sei se quero o teu perdão, nada iria mudar o que eu fiz, mesmo que apenas tivesse 11 anos e nao soubesse o que fazia ou dizia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A minha primeira "Idolo"

Ai, voltei a ver-te de novo, como eu te adorava...
Hoje até so me faltava dizer-te OLA
Sorria a toda a hora, talvez dos nervos nao sei, talvez de querer mostrar-me feliz!
A minha mãe tinha de estacionar o carro mesmo ao lado do teu, cheguei à escola mesmo quando ias a descer as escadas e olhas-te para mim. Espero que não te lembres de mim, mas por outro lado quero tanto que me desculpes. Quando ia a sair da escola já estavas no carro, e eu entrei e a minha mae arrancou pouco depois e tu à frente dela, ainda tens o mesmo carro de ah 7 anos atrás, o mesmo estilo de roupa, o mesmo corte e tom de cabelo, o mesmo estilo de pintura facial, só estás um pouco mais gordinha.

AII








eu tenho de ter coragem até ao final do ano lectivo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

6anos depois o pesadelo continua...

Não posso acreditar depois de 6 anos pensei que desta vez é que me ias sair do caminho, mas não, tinhas de aparecer logo quando eu estava contente, logo quando eu pensei que estava a ir bem, que desta vez é que tinha mudado. Se me reconheceste nao sei o que fazer, tenho medo, tenho a minha mãe e a minha tia amanhã numa reunião contigo e eu aqui sem saber se te lembras de mim, se eu tivesse coragem para te pedir desculpa, se eu não fosse tão infantil, se eu soubesse o que estava certo naquela altura nunca teria feito o que fiz, mas eu tinha 11 anos, o que é que eu sabia da vida? Eu gostava de ti, mas uma mera admiração como alguém que eu seguia como modelo e não como alguém que eu amava, quem me dera puder dizer te isto, e que voltasses a ser o meu idolo real. Aprendi a gostar das artes contigo, era em ti que eu via a razão para ser melhor eu queria ser como tu, desenhar como tu, puder esculpir, pintar, imaginar mais alto... E agora? Deixei as artes plásticas por uma estupidez de uma miuda de 11 anos que não sabia o que era a vida. Magoei até a minha mãe que pensou que eu pudesse ser lésbica, que crueldade, com 11 o que uma menina sabe sobre a sua sexualidade? Nada, eu sou muito hetero, mas ninguém compreende... a minha vida mudou muito nesse dia, deixei de confiar na minha mãe... Tenho medo, quero contar lhe tanta coisa, mas o medo é mais forte que eu...